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Caminho de Caravaggio - Rio Grande do Sul

  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura
Marli, Sandra, Edna, Eveline, Natali, Edgar e Luzia
Marli, Sandra, Edna, Eveline, Natali, Edgar e Luzia

Foram dez dias em um ambiente diferente daqueles que estamos acostumados a trilhar. Uma rota de aproximadamente 200 quilômetros que serpenteia colônias alemãs e italianas, por cinco municípios: Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Caxias do Sul e Farroupilha, uma experiência de conexão com a natureza exuberante da Mata Atlântica, na conhecida Serra Gaúcha.

Cada dia teve seus momentos marcantes. Como em outras trilhas, não segui fielmente o manual, buscando sempre alternativas que proporcionassem experiências diferentes. Assim, descobrimos onde tomar banho em locais fora do guia, principalmente em vários pontos do rio Caí. A acolhida dos colonos era sempre com a cortesia de frutas como pêssego, bergamota, morango, uva.

Ao final do terceiro dia, uma acolhida aconchegante na Vila Oliva, na pousada da Dona Solange. Receptividade que se repetiu ao longo do caminho, com o Padre Adriano no Seminário Nossa Senhora da Divina Providência, a Zilda no Recanto das Águias.

Outra rica experiência foi nossa parada no Sítio do Urtigão. A Rose Dias nos recebeu com muito carinho, preparou um delicioso almoço e ainda nos levou para conhecer o Grutão Ecoparque, com uma enorme e bela gruta com uma linda cascata ao lado.

No penúltimo dia, a tradicional visita e pernoite na Vinícola Colombo, já no município de Farroupilha, onde seu Antônio, tipicamente trajado, nos mostrou passo a passo o caminho da produção do vinho. À noite, um jantar tipicamente italiano, com o saboroso vinho Dom Guilherme produzido no local.

A chegada em Farroupilha foi solene e vibrante. No Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, fomos acolhidos com um livro, um certificado, uma medalha e o toque do sino que anuncia o fim da caminhada.

No outro dia, antes de voltarmos, uma visitinha ao Salto Ventoso, uma das mais belas cascatas da Serra Gaúcha.

Foi muito mais do que uma caminhada de duzentos quilômetros em dez dias. Cada dia era uma celebração com banhos revigorantes em rios cristalinos, paisagens que pareciam pinturas vivas e encontros com a cultura local que aqueciam o coração. Foi um mergulho profundo na alma da serra, nos silêncios da mata e nas palavras simples do povo que acolhe com chimarrão, chocolate quente e sorriso sincero.

Mais detalhes no livro Trilhando Caminhos

 
 
 

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