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Caminho das Ararunas

  • 23 de fev.
  • 1 min de leitura
Entre mandacarus e xique-xiques, entre o pó da estrada e o riso forte do povo, compreende-se que mesmo no lugar onde a água é pouca, não falta vida. Foram 130 km, em 8 dias, passando por sítios arqueológicos, ruínas históricas, grutas, cânions e até cachoeiras, algumas secas. Com destaque para os atrativos do Parque Estadual Pedra da Boca e o Cânion da Serra Verde.  Quando nos preparávamos para a viagem fomos alertados para incluir na mochila uma pinça, para retirar eventuais espinhos. A novidade foi muito útil. Entre muitas outras lições aprendemos a diferenciar cactos como mandacaru, xique-xique e facheiro. Também aprendemos a reconhecer facilmente as urtigas, bem como o pião-branco, pequeno arbusto cujas folhas esfregadas sobre a pele servem como um antídoto, aliviando a coceira e a ardência quase de imediato. Uma vegetação distinta daquela que nossos olhos já conheciam, que inclui, como joia rara guardada pelo sertão, um resquício de Mata Atlântica: a Reserva Legal Mata do Seró, no município de Dona Inês. Mais do que um título jurídico, essa mata pulsa como território de resistência e cuidado coletivo, preservada pelas 84 famílias que desde 1989 fincaram ali raízes na luta pela terra. Como esperado, muito sol, calor e inédito consumo de água. Para nossa surpresa e dos próprios guias, chegamos a ver enxurradas; cachoeiras que normalmente têm pouca ou nenhuma água estavam cheias, a ponto de impedir algumas passagens e termos que ser carregados no colo pelo guia, um a um, para transpor um córrego. Até aqui esta cena hilariante era segredo da turma, mas não dá para não contar. A Araruna, ou arara-azul-grande, é a maior das araras, com quase um metro de comprimento e uma plumagem azul-cobalto intensa. Pensei que veríamos algumas por lá, mas não é mais possível. Para a região é apenas uma lembrança. O Caminho carrega o sonho de vê-las novamente, de trazer de volta o azul que um dia coloriu a Serra da Araruna.
Entre mandacarus e xique-xiques, entre o pó da estrada e o riso forte do povo, compreende-se que mesmo no lugar onde a água é pouca, não falta vida.

Foram 130 km, em 8 dias, passando por sítios arqueológicos, ruínas históricas, grutas, cânions e até cachoeiras, algumas secas. Com destaque para os atrativos do Parque Estadual Pedra da Boca e o Cânion da Serra Verde.

Uma vegetação distinta daquela que nossos olhos já conheciam, que inclui, como joia rara guardada pelo sertão, um resquício de Mata Atlântica: a Reserva Legal Mata do Seró, no município de Dona Inês.

Como esperado, muito sol, calor e inédito consumo de água. Para nossa surpresa e dos próprios guias, chegamos a ver enxurradas; cachoeiras que normalmente têm pouca ou nenhuma água estavam cheias, a ponto de impedir algumas passagens.

A Araruna, ou arara-azul-grande, é a maior das araras, com quase um metro de comprimento e uma plumagem azul-cobalto intensa. Pensei que veríamos algumas por lá, mas não é mais possível. Para a região é apenas uma lembrança. O Caminho carrega o sonho de vê-las novamente, de trazer de volta o azul que um dia coloriu a Serra da Araruna.

Participaram da aventura (foto): Marie, Casue, Edgar, Cinthia, Marli, Edna, Kelma, Selma e Luís Eduardo.

Mais detalhes no livro Trilhando Caminhos.

 
 
 

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